15 de maio de 2019

“A OAB/RS não se calará”, reafirma Breier em Sapucaia do Sul, após mais um caso de agressão a advogados por policiais militares

A violência física contra a advocacia gaúcha contabiliza mais um lamentável episódio. Desta vez, a advogada de Sapucaia do Sul, Rachel Lanzarini Pilenghi, foi vítima de agressão cometida por policiais militares. É uma triste estatística, sendo que, nos últimos meses, houve casos de agressões a advogados em Tapejara, Rio Pardo e Sobradinho, além dos assassinatos de advogados em Porto Alegre e Taquari.

Nesta segunda-feira (13), o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier, esteve na subseção de Sapucaia do Sul, ao lado de dezenas de advogados, levando solidariedade à advogada. “A Ordem não se calará. Não podemos aceitar esses episódios como situações normais. Tentar calar um advogado é tentar calar a sociedade”, reforçou. Breier ainda marcará uma audiência com o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Jr., para tratar do assunto.

Ao lado da presidente da Subseção de Sapucaia do Sul, Keilly Gomes Amorim, Breier foi enfático em reafirmar que defenderá de forma intransigente as prerrogativas profissionais. “A advocacia do Rio Grande do Sul está preocupadíssima. Colegas estão sendo impedidos de exercer sua profissão, alguns sofrendo atos de violência. A advocacia gaúcha deve estar unida contra qualquer violação às prerrogativas", reafirmou.

Presente ao encontro, o capitão da Brigada Militar de Sapucaia do Sul, Rafael Fell, informou que foi instaurado inquérito e que os policiais envolvidos na agressão deverão ser afastados. “Confio em uma atitude transparente e correta da Brigada Militar. Assim como a OAB/RS corta na carne, suspendendo e até excluindo profissionais que não agem dentro da ética e da correção profissional, a Brigada também deve agir dando exemplo para a sociedade”, destacou Breier.

A presidente da subseção de Sapucaia do Sul destacou o engajamento da diretoria da OAB/RS em estar ao lado da advocacia local. “Tão logo eu recebi a denúncia da colega sobre a agressão sofrida, imediatamente entrei em contato com o presidente Breier para relatar o ocorrido. Acompanhei a colega no registro de ocorrência na delegacia de polícia, bem como no exame de corpo de delito”, relata Keilly Gomes Amorim.

CASO

Segundo relatos da advogada agredida e registro na Polícia Civil, a Brigada Militar foi acionada para verificar registros de perturbação do sossego público, na noite de sábado (11). Era uma celebração particular de familiares e amigos, incluindo crianças, onde estava a advogada.

Os policiais militares entraram na residência. A advogada se identificou e buscou saber informações sobre do que se tratava e os procedimentos que seriam realizados no local. A partir desse momento, ela foi imediatamente algemada e colocada contra a parede. Ela ficou nessa situação até a chegada de mais duas viaturas da Brigada. Numa delas estava uma policial militar, que revistou a advogada. Após pedir para tirarem as algemas, a policial militar desferiu um tapa no rosto, desequilibrando a advogada, que seguiu sendo agredida com socos e tapas, mesmo algemada e estando no chão.

As agressões foram tão fortes que deixaram hematomas no corpo da advogada.

PRESENÇAS

Também participaram do ato de solidariedade à colega agredida, a secretária-geral da Caixa de Assistência dos Advogados, Neusa Bastos; a presidente da Comissão da Mulher Advogada, Claudia Sobreiro; a presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas, Karina Contiero; o coordenador da Comissão de Direitos Humanos Sobral Pinto, Roque Reckziegel; e os conselheiros seccionais, Josias dos Santos e Ana Motta.

CASOS ANTERIORES

A agressão sofrida em Sapucaia do Sul engrossa uma estatística nada agradável. Em maio deste ano, uma advogada foi agredida por brigadianos em Sobradinho; em fevereiro, uma advogada também teve suas prerrogativas ignoradas por policiais militares, que agiram com força para impedir o exercício profissional na cidade de Rio Pardo; já em setembro do ano passado, um advogado foi agredido no exercício da profissão em Tapejara por uma das partes envolvidas numa ação.

Além desses casos, dois advogados foram assassinados nos últimos meses, em Taquari e Porto Alegre.

Crédito da foto: Sergio Trentini - OAB/RS
Fonte: OAB/RS

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